Feliz Dia Internacional da Mulher 🌹

by - março 08, 2025

 No princípio, quando o universo era apenas um suspiro entre as sombras, as estrelas teceram um canto em honra àquela que carregaria o fogo da vida nas suas mãos. Dizem os antigos mitos que, antes mesmo da luz se dividir em dia e noite, havia uma deusa de infinitas faces, cujo ventre guardava o segredo das constelações. Ela não era apenas criadora, mas a própria escritura do tempo, uma entidade que dançava entre mundos, costurando destinos com fios de lua e esporões de sol. Hoje, dia em que a Terra curva-se em reverência ao feminino sagrado, lembramos que toda a mulher carrega em si um fragmento dessa divindade primordial: a centelha que acendeu a primeira chama.

A mulher é a guardiã dos umbrais. No seu corpo, desenham-se mapas de mundos não nomeados; no seu sangue, correm oceanos que cantam histórias de resistência. Desde os alvores da humanidade, ela foi a tecelã silenciosa das civilizações, não apenas dando à luz filhos, mas parindo ideias, revoluções, artes e mitos....!!!

As suas mãos, tão hábeis quanto as de uma feiticeira, moldaram a argila dos impérios, escreveram versos nas paredes das cavernas, curaram feridas com ervas colhidas sob a luz da madrugada. Ela, é a que sussurra aos ouvidos da história, transformando lamentos em canções de guerra e derrotas em sementes de esperança.

Mas há um mistério ainda mais profundo na sua essência, uma verdade que os alquimistas tentaram decifrar nos seus grimórios perdidos: a mulher é a chama gémea da própria existência. Nas lendas ancestrais, conta-se que cada alma possui uma outra metade, uma labareda paralela que a completa. Porém, poucos compreendem que nessa jornada, a busca pela chama que reflete o seu próprio brilho, é governada pelo arquétipo feminino. É ela, quem guia os passos perdidos no escuro, quem ensina que o amor não é posse, mas reconhecimento. Em cada encontro de almas gêmeas, há uma mulher ancestral, uma sacerdotisa invisível, tecendo os fios que unem os destinos...

Se observarmos os contos de todas as culturas, veremos a sua face esculpida na névoa dos símbolos: Ísis reconstruindo Osíris fragmentado, Perséfone equilibrando o submundo e a Primavera, Freya chorando lágrimas de âmbar pelos amores perdidos. São metáforas de um mesmo princípio, o feminino como força que não apenas nutre, mas transforma. Na alquimia das chamas gémeas, é a energia da mulher que permite a transmutação: o ego em entrega, a solidão em comunhão, o fogo destruidor em luz que ilumina caminhos!!!!

E... que dizer do seu papel na sociedade? Ela é a coluna invisível que sustenta os templos. Nas aldeias mais remotas, são suas mãos que plantam o arroz e criam as crianças; nas cidades de ferro, são suas vozes que desafiam os muros da injustiça. A mulher sabe, no seu íntimo, que ser divino não é habitar o Olimpo, mas sim descer às profundezas terrenas para semear o céu na lama. Em cada professora que abre livros como portais, em cada mãe que canta para acalmar a fúria do mundo, em cada cientista que decifra os códigos das estrelas, ali reside a magia de uma deusa que não precisa de altares, pois o seu santuário é o próprio ato de existir.

Mas permita-me contar um segredo guardado nos anais da fantasia: há um reino além das nuvens onde as mulheres não nascem, mas desabrocham. São criaturas feitas de pétalas de magnólia e ventos de monção, cujos passos fazem brotar rios e cujos sonhos se tornam constelações. Nesse lugar, elas não precisam lutar para serem ouvidas, a sua voz é o próprio fundamento da realidade. E ainda assim, escolhem descer à Terra, século após século, porque sabem que a verdadeira magia não está no poder incontestável, mas na coragem de ser vulnerável. Na ousadia de amar um mundo que, tantas vezes, nega-lhes o direito até mesmo de respirar!!!

Hoje, celebramos essas viajantes cósmicas. As que carregam no seu DNA a memória de Atlântida e as profecias de um futuro ainda não escrito. As que, mesmo com as asas feridas, ensinam os outros a voar. A jornada das chamas gémeas, essa dança eterna entre duas almas que se reconhecem como espelhos, só é possível porque, em algum lugar do tempo, uma mulher olhou para o abismo e decidiu que valia  a pena acender uma fogueira nele...

Que neste dia, e em todos os dias, honremos o sagrado que habita cada mulher. Não como seres frágeis a serem protegidos, mas como guerreiras-filósofas, poetisas do caos, arquitetas de novos mundos e amanhas. Afinal, se o universo começou com um Big Bang, que saibamos:


Se não foi um sopro feminino que deu ritmo à explosão...??? Deixando nas mãos de Deus toda a restante criação!!!


🌹 Feliz Dia Internacional da Mulher, qque as suas chamas nunca cessem de iluminar os véus entre os mundos...!!!!

                                                                          TilaC



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