Um Anjo
O universo, na sua quietude cósmica, não grita. Ele sussurra. E os seus sussurros são bordados com a agulha fina do acaso e da maravilha em tecidos efêmeros: o vapor da respiração numa manhã fria, o desenho da geada no vidro, a sinfonia de cores no crepúsculo e, sobretudo, as nuvens.... Elas são os grandes livros abertos do firmamento, páginas de algodão e luz que viramos com o sopro lento do vento, sempre diferentes, sempre passageiras!!!
Naquela manhã, tão comum na sua génese. O mundo ainda se espreguiçava, libertando-se dos últimos véus do sono. O sol não era ainda um soberano no seu trono, mas um rei benevolente que ascende, tingindo o horizonte com os dourados e os carmins da sua clemência. E eu ali, com as mãos enlaçadas em torno da chávena de café, sentindo o seu calor como um pequeno sol portátil, um microcosmos de conforto contra a pele. A respiração era lenta, o pensamento, um rio tranquilo. E foi nesse estado de graça, de quietude interior, que o universo decidiu falar....
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